sábado, 28 de fevereiro de 2009

Manuel Pinho nega discriminação de empresas no protocolo para compra de painéis solares

O ministro da Economia garantiu hoje que não há discriminação das empresas mais pequenas no acesso ao protocolo para aquisição de painéis solares que arranca segunda-feira, em resposta a uma acusação da Associação Portuguesa da Indústria Solar (Apisolar).

O ministro da Economia garantiu hoje que não há discriminação das empresas mais pequenas no acesso ao protocolo para aquisição de painéis solares que arranca segunda-feira, em resposta a uma acusação da Associação Portuguesa da Indústria Solar (Apisolar).
Manuel Pinho assegurou que todas as empresas são bem-vindas a participar na iniciativa desde que cumpram os critérios mínimos que foram definidos para defender os interesses dos consumidores, de acordo com a Lusa. "É preciso que as empresas envolvidas assegurem o desconto, a instalação e a garantia da instalação, a manutenção e a garantia da manutenção durante seis anos", frisou o ministro. O ministro da Economia falava aos jornalistas à entrada de uma conferência sobre Energia e Sociedade, promovida pelo Fundo de Apoio à Inovação/Energias Renováveis, após ter sido confrontado por uma comitiva da API Solar que interpelou o governante para lhe entregar uma carta com as respectivas queixas e reivindicações.
Recentemente, o primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou, num debate quinzenal na Assembleia da República, benefícios fiscais e facilidades no acesso ao crédito bancário para as famílias que instalem painéis solares. O programa de incentivos à utilização de energias renováveis dirigidos ao sector residencial pretende atingir 65 mil habitações em 2009, num investimento de 225 milhões de euros. Na sequência desse anúncio foi estabelecido um protocolo com quatro bancos (BES, BPI, BCP e CGD) e com três marcas (a Vulcano da Bosch, a Martifer e a Ao Sol), que entra em funcionamento na segunda-feira, para promover a venda de painéis solares, mesmo que a operação não envolva recurso ao crédito.
Para o responsável da Apisolar, Carlos Campos, o protocolo limita as empresas mais pequenas e impede a criação de novos postos de trabalho, que seriam "essenciais" para o relançamento da actividade em Portugal.

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