quinta-feira, 5 de março de 2009

Para nos distrair, enquanto os bancos vão vendendo...

Para travar confronto que se vive no sector
Ministério está a chamar fabricantes de painéis solares

O Ministério da Economia está a contactar fabricantes de painéis solares térmicos para reuniões com o objectivo de travar o confronto que se vive no sector, depois de conhecidas as condições de acesso à campanha de subsidiação dos colectores solares.
O PÚBLICO sabe que várias empresas foram convidadas a deslocar-se hoje ao Ministério da Economia, para conversações lideradas pelo adjunto do ministro, João Conceição, com a perspectiva de terem já sido contactadas 25 entidades.
Têm sido também convidadas, através da PME Link, a candidatar-se ao processo de selecção.A posição oficial do Ministério é vaga sobre este assunto, adiantando-se apenas serem "reuniões de trabalho", sem a presença do ministro Manuel Pinho, e que, neste momento, "existe uma lista de 24 empresas cujas candidaturas vão ser analisadas".
Com esta última iniciativa, e a expectativa de entendimento com o Governo, as empresas abriram tréguas e suspenderam a entrega das providências cautelares em tribunal, tal como tinham ameaçado, quer em nome colectivo, quer individual.
É o caso da APISolar, associação portuguesas das indústrias de energia solar, que fazia depender a entrega da queixa de uma resposta positiva do Ministério. A Solargos, por exemplo, chegou a anunciar que o processo seria entregue ontem, o que não veio a acontecer.
Aos importadores foi entretanto solicitado que apresentem propostas alternativas às regras do Governo, uma iniciativa que fez também baixar o tom das críticas.
As empresas contactadas ontem pelo PÚBLICO reconheciam a sua expectativa quanto ao resultado desta abertura do Governo, não afastando para já os processos judiciais, para o caso de não se chegar a um entendimento. Consideram também que a entrega das candidaturas "não resolve o problema", já que será necessário alterar também os critérios de acesso definidos pelo Governo para que o leque de empresas não fique limitado à Martifer-Ao Sol e Vulcano.

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